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A CODERN acumula R$ 1,3 bi de prejuízos acumulados

#update 1: 20/03/19 às 20:02

Apresentação da empresa

A Companhia Docas do Rio Grande do Norte – CODERN é uma empresa pública, vinculada ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, criada através do Decreto de nº 66.154, de 03 de fevereiro de 1970, publicado no Diário Oficial da União. É regida pelo seu Estatuto Social e pelas disposições legais que lhe são aplicáveis. Sua Sede se localiza na cidade de Natal/RN.

Tem por objeto exercer as funções de autoridade portuária no âmbito de seus portos organizados no estado do Rio Grande do Norte – Porto de Natal e Porto de Areia Branca (Terminal Salineiro de Areia Branca) e, por força de delegação do Governo Federal, o Porto de Maceió, do Estado de Alagoas, em consonância com as políticas públicas setoriais formuladas pelo Ministério a qual se vincula.

O projeto inicial do Porto de Natal foi aprovado em 14 de dezembro de 1922, através de decreto. No entanto, só dez anos depois, em 1932, o decreto de número 21.995, assinado pelo presidente Getúlio Vargas, à frente do Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil, cria o Porto de Natal. No dia 21 de outubro desse mesmo ano o decreto é publicado no Diário Oficial da União, mas a solenidade oficial só ocorreu em 24 de outubro. A obra foi gerenciada pelo engenheiro Hildebrando de Góis que na época chefiava a extinta Inspetoria Fiscal dos Portos, Rios e Canais com sede no Rio de Janeiro. O engenheiro Décio Fonseca foi o primeiro administrador do Porto de Natal.

Já o Terminal Salineiro de Areia Branca foi inaugurado no dia 1º de março de 1974. Construído de aço, em alto mar, com aproximadamente 15 mil metros quadrados, ele passou a ser o  principal ponto de escoamento do sal produzido no Rio Grande do Norte. A primeira operação ocorreu no dia 04 de setembro de 1974. Na construção desse terminal foram investidos 35 milhões de dólares. O projeto de engenharia da empresa americana Soros Associates Consulting Engeneers ganhou o reconhecimento internacional pelas entidades de engenharia marítima e foi considerado um dos dez melhores projetos em todos os ramos da engenharia. É uma obra pioneira em toda a América Latina. O Porto Ilha é retangular, mede 92 metros de largura e 166 metros de comprimento. Foi aterrado com material coralíneo tirado da região e coberto com um piso de sal para garantir a pureza do produto armazenado.

Resultados financeiros

Mesmo sendo um monopólio a empresa já acumula mais de R$ 1,1 bilhão de prejuízos acumulados conforme relatório do 1T2018. O Resultado de 2018 ainda não foi conhecido, mas pelo resultado médio a empresa deve fechar 2018 com quase R$ 1,4 bilhão de prejuízo acumulado. Quem vai pagar essa conta é o povo do RN.

Prejuízo do ano de 2015 -R$ 114,7 milhões

Prejuízo do ano de 2016 -R$ 132,7 milhões

Prejuízo do ano de 2017 -R$ 208.1 milhões  

O Ebidta que é um importante indicador financeiro que mede a qualidade do resultado operacional da empresa antes de pagar juros, impostos etc em 2017 era de surreais -306,3%

Em 2017 a CODERN registrou R$ 75,4 milhões de despesas financeiras. As despesas financeiras da empresa são, em grande parte, oriundas da provisão dos juros da dívida junto ao PORTUS Instituto de Seguridade Social, variação monetária sobre causas trabalhistas e juros decorrentes dos encargos financeiros sobre Crédito para Aumento de Capital, Decreto 2.673/98, de conformidade com o artigo 9 ° da Lei 9.718/98 e artigo 375, parágrafo único, do Decreto 3.000/99 · RIR.

A liquidez corrente (a capacidade de pagamento até o final do próximo ano) é de R$ 0,85 de ativos correntes (bens e direitos) contra R$ 1,00 de passivos correntes (obrigações). Não possui meio de pagar o que deve no curto prazo. Se for observar a liquidez geral (capacidade de pagar todas as obrigações) a situação é ainda pior. A cada R$ 1,00 de dívida, a CODERN só tem R$ 0,51 para pagar.

O Patrimônio Líquido da empresa está negativo! A CODERN faliu. Só está aberta porque é pública. A bomba está sem pavio e vai ser entregue em breve ao povo.

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