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em um país como o BR com as maiores taxas de juros do mundo, a escolha das fontes de financiamento da empresa fazem toda diferença em sua saúde financeira (disponíveis de caixa) e também em sua Valuation e óbvio impacto na maximização da riqueza dos acionistas.

Isso porque a estrutura do capital da empresa possui, por conta de suas origens entre próprio, fonte não onerosa e onerosa, custos diferentes e que esses custos impactam na taxa de desconto dos fluxos de caixa futuro e em custos de dívidas correntes que afetam reduzindo resultado.

O capital próprio, via de regra, por expressar os anseios dos acionistas / sócios em obter retorno do dinheiro investido, tende a ser muito mais alto que a fonte de recursos com instituições financeiras. E isso é um grande mito, principalmente aqui no Brasil, aonde "empreendedores" se gabam de não dever a banco e blá blá blá... Não deve a banco e depois vira freguês de protesto de cartório e depois vai ter de dar baixa no CNPJ na junta comercial... A forma mais usada na literatura e nas empresas para medir o custo de capitall próprio é dada pela anáise da precificação de ativos ou CAPM - Capital Asset Pricing Model.

O recurso não oneroso se reflete nas obirgações do passivo circulante que possuem um certo "perfil" de crédito mas não há incidências de despesas "onerosas" como juros. São os prazos (crédito) concedidos pelos colaboradores que trabalham um mês todo e recebem no 5º dia útil. São fornecedores e seus prazos 30  / 60 dias no boleto. E governo com os impostos no mês subsequente...

Os recursos onerosos incidem despesas onerosas como os juros de empréstimos...

Esse custo que ocorre na captação dessas fontes de recursos tem um impacto significativo da empresa. Seja pelas obrigações assumidas com acionistas seja com remuneração de juros assumida com terceiros, é o peso do ônus que afeta resultado presente e valor da empresa medido pela sequência de fluxos de caixa futuros...

Portanto, uma empresa com estrutura de capital com maior concentração de capital próprio em detrimento de terceiros tende a ter menores despesas onerosas presentes (juros) mas que possuem maiores exigências de retorno dos acionistas e pelo custo maior do dinheiro próprio com relação ao sistema financeiro, tendem a ter uma menor valuation pois o custo do capital próprio reflete o custo de oportunidade em outros investimentos.

Por outro lado, uma empresa com maior endividamento possui despesas onerosas maiores mas que por serem mais baratas que o retorno exigido do capital próprio, ao compor a taxa de desconto a Valuation da empresa tende a ser maior pois, ao descontar o fluxo de caixa futuro, o valor presente resulta em um valor maior já que a taxa de desconto foi menor, tendo sido barateada com recursos de terceiros.

Exemplificando: se você precisa de R$ 100 mil para abrir uma empresa. Se você pegar esse valor com um banco de fomento a 7,5% a.a. como referência da TJLP que referencia os empréstimos do BNDES você precisa pagar R$ 7.500,00 de juros se quitar a díida em 12 meses. E você como sócio? Vai querer um prolabore de quanto por mês? R$ 5 mil? É isso dá 79,59% a.a. Sacou? banco 7,5% dinheiro próprio 79,59% ;)

É por isso que essa estrutura de capital ou Custo Médio Ponderado de Capital (CMPC ou WACC em inglês) é tão importante e faz toda diferença em Valuation. A proporção da dívida com relação ao ativo e a consideração das despesas financeiras com juros que afetam resultado e diminuem o valor do fluxo de caixa futuro é uma arte chamada Estrutura Ótima de Capital. Abaixo uma visualização gráfica de custo de dívidas e Valuation. Finanças é linda não é mesmo? rsrsrs

Portanto, muito cuidado ao bradar que não deve a banco e blá blá blá...  Contrate especialista em finanças para fazer gestão financeira da sua empresa...

 

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  1. jewelry shops em #

    Me diga a fonte dos recursos da sua empresa e te direi quem és | FBC

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