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O mercado é especialista em tirar dinheiro dos impacientes e dar para os pacientes

O S&P 500 e o Nasdaq ampliaram as altas hoje pela quarta sessão consecutiva, enquanto o Dow Jones terminou ligeiramente em baixa, com os investidores ignorando os dados econômicos fracos e as preocupações com a inflação e mudando seu foco para relatórios de resultados corporativos. 41 empresas do S&P 500 já divulgaram resultados do terceiro trimestre, com 80% delas superando as expectativas de EPS, enquanto o crescimento total estimado do lucro do terceiro trimestre para todo o S&P 500 é de 30%. As principais empresas programadas para relatar lucros esta semana incluem Netflix, Johnson & Johnson, Tesla, United Airlines, Procter & Gamble, Verizon e IBM. Enquanto isso, os dados econômicos mostraram que o crescimento do PIB da China desacelerou no terceiro trimestre e foi mais baixo do que o esperado, e também que a atividade industrial dos EUA caiu inesperadamente pelo segundo mês em setembro.

No Brasil, a queda das commodities teve seu impacto ampliado pela incerteza fiscal e pressões contra o ministro da Economia, Paulo Guedes e por mais gastos. Os sinais mistos do exterior também resultaram em uma sessão volátil para o Ibovespa, que encerrou em queda com recuo das commodities e risco fiscal no Brasil, de olho em prorrogação do Auxílio Emergencial. O índice recuou 0,19%, a 114.428 pontos. Os dados piores do exterior também elevaram o dólar futuro a R$5,525, alta de 0,93%, mesmo após leilões extras do Banco Central, que anunciou um leilão de dólar à vista para amanhã, de US$500 milhões, o primeiro desde 15 de março. A curva de juros, em linha com os Treasuries, hidratou o prêmio em toda extensão em até 8 pontos-base. Os destaques de ontem foram para Ambev (ABEV3) +0,58%, Itaú (ITUB4) +0,69%, Bradesco (BBDC3) +1,09%, Petrobrás ON (PETR3) +0,13% e Petrobrás PN (PETR4) -0,51%.

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