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Com alta de 10,54% nos últimos 12 meses, a inflação voltou pra ficar

A inflação registrou alta de 1,01% em fevereiro de 2022, sendo essa a maior variação para um mês de fevereiro desde 2015 (1,22%). O índice ficou 0,47 ponto percentual acima do registrado em janeiro (0,54%) e, no ano, acumula alta de 1,56%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje (11), pelo IBGE. Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 10,54%.

Em fevereiro, o IPCA reflete os reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo. Assim, Educação (5,61%) e da Alimentação e Bebidas (1,28%) foram os grupos que mais causaram impactos no indicador. Dos 1,01% o grupo Educação contribuiu com a formação acumulada de 0,31% do valor computado e Alimentação e bebidas com 0,27%. Juntos, os dois grupos representaram cerca de 57% do IPCA de fevereiro.

No grupo Educação, o maior impacto (0,28%) veio dos cursos regulares (6,67%), com destaque para o ensino fundamental (8,06%), a pré-escola (7,67%) e o ensino médio (7,53%). Os preços dos cursos de ensino superior e de pós-graduação subiram 5,82% e 2,79%, respectivamente. Os cursos diversos, por sua vez, tiveram alta de 3,91%, sendo que a maior variação dentro do item veio dos cursos de idioma (7,29%). 

O grupo de Alimentação e Bebidas registra sucessivas altas desde o início da atual série, em janeiro de 2020, sendo a única exceção o mês de novembro de 2021, quando teve variação de -0,04%. Em 12 meses, esse segmento acumula alta de 9,12%. O grupo sofreu impactos dos excessos de chuvas e também de estiagens que prejudicaram a produção em diversas regiões de cultivo no Brasil. Destacam-se, em particular, os aumentos nos preços da batata-inglesa (23,49%) e da cenoura (55,41%). Além disso, as frutas subiram 3,55%. Por outro lado, foram registradas quedas nos preços do frango inteiro (-2,29%) e do frango em pedaços (-1,35%), que também tiveram recuos em janeiro, de -0,85% e -0,71%, respectivamente.

Já nos últimos 12 meses, o que mais pesou na alta da inflação, de modo geral, foram os combustíveis, que acumulam avanço de 33,33%. Mas, em fevereiro, esse item do grupo Transportes (0,46%), teve queda de 0,92%.

O que fazer? 

Como educação é minha bandeira, mexer nesse gasto do orçamento familiar sempre me é a última alternativa. Diante do descaso com educação pública isso se torna mais grave ainda. Comece procurando por bolsas de estudos e descontos em colégios sempre perto de casa e/ou trabalho (já economiza gasolina junto). O site do Educa Mais Brasil pode ser uma excelente escolha para procurar bolsas. Há cursos gratuitos em Harvard, no Santander. O próprio governo federal tem alguns ótimos no Todos por Todos. Aproveite :)

Ninguém pode ficar sem se alimentar, mas também dá para economizar. Evite alimentos que sobem muito e procure alternativas. Se batata inglesa subiu, compre abóbora e carne de peixe. Para contornar alta da cenoura compre abóbora. Comer fora de casa é mais caro? Nem sempre... Com a alta no mercado isso não faz sentido sempre... Coloque na ponta do lápis seu tempo para comprar no mercado, gasolina para ir no mercado, tempo para preparar em casa... Compre frutas e verduras da estação. Priorize atacados e locais especializados como Ceasa, feiras, mercados de hortifruti, peixarias etc, pois geralmente há preços menores. Comprar comida somente o essencial para um café-da-manhã rápido e a janta despretensiosa (principalmente para quem é workaholic) e comer na rua, pra mim, faz mais sentido e economia, óbvio.

Gasolina está inviável deslocamentos diários mais longos. O transporte público costumeiramente é péssimo e inseguro. Como apps não estão acompanhando diretamente os custos do aumento dos combustíveis, passa a ser minha estratégia pessoal. Se morar de aluguel, calcule se ir morar mais próximo do trabalho e deslocar colégio para mais próximo (ou no caminho do deslocamento) não causem economias. Busque certamente carros de transporte escolar. Zero dúvida que é mais econômico que o gasto que você tem.

De toda forma, a inflação alta veio pra ficar no pós-pandemia. Evite consumo que não o essencial. Não troque de carro ou TV a não ser que seja imperativo. Consuma em estabelecimentos menores e compartilhe incessantemente descontos quando os vir em seus grupos de bate-papo. Use sobras no orçamento para investir nem que seja em renda fixa. Com a Selic em 11,75% isso protegerá e aumentará seu patrimônio.

 

 

 

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